Your social afterlife

A morte de um parente ou amigo, além da tristeza para quem fica, deixa uma série de responsabilidades legais (testamento, inventário etc). Reuniu-se a essas responsabilidades o gerenciamento dos rastros deixados online. O que fazer? Alguns serviços online já possuem disposições próprias sobre o destino de perfis de usuários que já morreram e suas informações. Mas isso não impede que o usuário manifeste sua vontade sobre o destino dos seus dados ainda em vida ou programe a continuidade de suas postagens.

Para vida online seguir adiante: basta que o usuário faça essa decisão enquanto ainda vive e se registre em canais específicos. Um desses serviços é o LivesOn. Ainda em fase de programação e prestes a entrar no ar, a ferramenta cria um perfil secundário e privado com um único seguidor: o usuário. Esse perfil analisa as postagens que esse usuário faz em vida, tentando interpretar o que ele gosta, quem ele segue, sua sintaxe e que tipos de conteúdo publica. E após sua morte, a inteligência artificial da ferramenta, depois de analisar essas informações, continua publicando tweets, imitando as postagens do usuário quando era vivo. Isso só ocorre se um “executor” escolhido pelo dono do perfil der a permissão para que essas postagens se tornem públicas.

Seu criador, Dave Beedwood, afirma:  “Para mim, isso não é mais esquisito que qualquer vida após a morte prometida por uma religião organizada, ou do que a ameaça de um inferno. É um sinal dos nossos tempos, vamos explorar isso”. Hoje, uma equipe de cinco pessoas trabalha na programação para colocar o LivesOn no ar. Ele começará a funcionar apenas em inglês, mas pode ganhar versões em outros idiomas, dependendo da procura.

Outro serviço semelhante é o If I Die. Criado por uma empresa israelense fundada em 2010, o aplicativo no Facebook permite que os usuários escrevam uma mensagem ou gravem suas últimas palavras em vídeo. O aplicativo irá postar a mensagem póstuma assim que três amigos de confiança, que devem ser selecionados pelo dono do perfil quando ele instala o app, confirmarem a sua morte.  Segundo o diretor de marketing do serviço, Erez Rubinstein: “Lançaremos recentemente a opção de envio de mensagens privadas, que permite que você deixe uma mensagem particular para uma pessoa de sua escolha, via e-mail ou Facebook”. O App já conta com mais de 200 mil usuários.

Fonte: Terra

Karla Cerqueira Freitas

é mestre pelo Programa de Pós Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA, na linha de pesquisa em Cibercultura. Possui Bacharelado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda. Atuou nos setores de criação da Agência Versa e da empresa DP&P Comunicação Visual. Tem interesse nos temas: Interações Sociais Online, Tecnologias Digitais, Performances e Imperativo da Felicidade. (Lattes)

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