Uso de iPad por criança de 3 anos preocupa pai britânico

Um fato que preocupa bastante pais e educadores foi relatado por Guy Adams, colunista britânico do “Daily Mail” nesta última quarta-feira. Ele publicou que o seu filho, de apenas 3 anos, estava “viciado” no iPad, chegando a acordar de madrugada pedindo aos pais para utilizar o tablet, ficando mais agressivo em casa e apático na escola.

Com isso, Adams buscou informações on-line e encontrou dicas do psiquiatra Richard Graham, que lidera um serviço de atendimento no hospital Capio Nightingale, em Londres, voltado a jovens viciados em tecnologia, que orientava a retirar o tablet por 72 horas e posteriormente reintroduzindo o acesso aos eletrônicos em períodos controlados.

Adams relata que segue um determinado sistema há duas semanas e já identifica melhoras, afirmando que “no começo desta semana, sentamos juntos no sofá, para jogar. Depois de meia hora, ele me disse que era hora de se preparar para dormir.”

Ainda não se chegou a um consenso entre profissionais da área de saúde sobre a terminologia apropriada para compreender o uso excessivo da Internet. O que é recomendável, é permitir o acesso com regras e limites negociados, para não privar os filhos desta importante tecnologia de comunicação, estudo, socialização e pesquisa. Em especial com crianças pequenas, é importante que os pais ponderem qual a faixa etária consideram apropriada para este uso, sempre acompanhando para que outras atividades fundamentais para esta fase de desenvolvimento não sejam prejudicadas. Seja assistindo TV, navegando na Internet ou jogando games, é importante a mediação dos adultos na prática dessas atribuições.

Bianca Orrico

É psicóloga, graduada pela Universidade Salvador. Atua na Safernet Brasil em um canal gratuito que oferece orientação para esclarecer dúvidas, ensinar formas seguras de uso da Internet e também orientar crianças e adolescentes e/ou seus próximos que vivenciaram situações de violência on-line. Tem experiência em acompanhamento de crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social. Realizou pesquisas sobre adolescentes, redes sociais e tribos urbanas.

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