The Handbook of Internet Studies – Introdução e Capítulo 1

No segundo semestre de 2013, o GITS estudou alguns capítulos do livro The Handbook of Internet Studies, organizado por Mia Consalvo e Charles Ess em 2011.

The Handbook of Internet Studies reúne uma grande variedade de conhecimentos e perspectivas disciplinares, como sociologia, estudos da informação e linguística. O livro é dividido em 22 capítulos, escritos por diferentes autores, que apresentam não apenas revisões de literatura e análises de questões atuais, mas também recomendações para pesquisas futuras. Grande parte desses autores são envolvidos na Association of Internet Researchers.

Na introdução é apresentado o fato de que os estudos sobre Internet têm pouco mais de duas décadas e embora o tema seja complexo, incluindo sua interdisciplinaridade e fluidez, os autores sentem-se a vontade em concluir que pesquisas na internet são agora um campo relativamente estável de estudos acadêmicos. Tal afirmação pode ser comprovada pelo sucesso de jornais como New Media and Society, Journal of Computer-Mediated Communication e Information, Communication and Society.

Depois de apresentar a estrutura divida em três partes, são extraídos vários temas comuns em toda as contribuições. Por exemplo, muitos capítulos concordam que no início das pesquisas em internet, o dualismo se dava entre a realidade e a virtualidade ou entre off-line e on-line e discorrem também acerca da morte da utopia tecnológica.

No capítulo 1, chamado Studying the Internet Through the Ages, Barry Wellman apresenta uma história pessoal e abrangente, através de seu envolvimento com o CMC desde  1990, período denominado por ele como  “the first age of Internet studies“, caracterizada mais como um período dominado por opiniões e comentários do que por pesquisas e dados empíricos. Nesse período há uma oscilação entre um utopismo e um distopismo; ambos tendem a assumir uma forte dicotomia entre os mundos real e virtual (cartesianismo).

Já na “second age of Internet studies”, de acordo com Wellman iniciada em 1998, voltou-se para um extenso trabalho empírico. Estes estudos mais recentes acabaram com os limites rígidos entre o real e o virtual e nem as piores nem as melhores perspectivas dos primeiros especialistas foram realizadas.

Na atual “third age“, a Internet torna-se parte da vida cotidiana. Os estudos têm evoluído em duas direções diferentes e complementares:  estudos sobre Internet são considerado hoje altamente interdisciplinares, no entanto,  a pesquisa na Internet é cada vez mais incorporada dentro de conferências e publicações disciplinares.

Claudia Galante

É mestre pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na linha de pesquisa Ideologia, Comunicação e Representações Sociais. Especialista em Marketing pela FAE (PR) e graduada em Comunicação Social pela PUC-PR. Atualmente atua no departamento de comunicação social do Instituto Federal da Bahia (IFBA) Campus Camaçari. Tem experiência na área de Comunicação e interesse nos seguintes temas: mídia, democracia, cibercultura e interações.

More Posts

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.