Stalking ou Social Surveillance: quem nunca…?

A prática de stalking – ou perseguição, em uma tradução bem direta – não é novidade. É inegável que os “bisbilhoteiros” de plantão sempre encontraram formas de buscar informações acerca de outras pessoas – e em casos mais graves, até de ameaçá-las. Entretanto, como não poderia deixar de ser, os olhares tecno-deterministas parecem insinuar que os stalkers ganham corpo e força a partir das tecnologias digitais e mais especificamente, a partir dos sites de redes sociais. Bom, mas não é exatamente essa discussão que nos interessa, afinal. Ou, pelo menos, não é apenas essa.

A questão é que alguns pesquisadores já se debruçam, de forma mais aprofundada e teoricamente consistente, sobre aquilo que, para uns, é simplesmente a velha prática de stalkear e que, para outros, pode ser entendida como social surveillance – uma espécie de vigilância social. Em recente artigo intitulado The Public Domain: Social Surveillance in Everyday Life, publicado na Surveillance and Society, Alice Marwick (@alicetiara) aborda tais questões, através de um estudo de caso no Facebook, dentre outros métodos. Alguns de nossos temas de interesse são problematizados a partir da discussão posta e dos conceitos apresentados pela pesquisadora do Microsoft Research: privacidade, intimidade, exposição, visibilidade, tecnologias digitais. Boas reflexões podem ser fomentadas a partir daí. Sugerimos a leitura do artigo, bem como a visita ao site da autora, onde podem ser encontradas mais das suas publicações.

Thais Miranda

Thais Miranda é doutoranda em Comunicação e Cultura Contemporâneas (POSCOM/UFBA), com estágio doutoral na Université René Descartes, Paris V, Sorbonne (2013/2014) . É mestre em Administração (2010) e possui graduação em Comunicação Social (1999). Dedica-se à pesquisa sobre pornografia digital amadora e interações em ambientes digitais.

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