Di Felice aborda o tema “Redes Sociais na Internet”

Em uma abordagem profunda, Massimo Di Felice, na conferência de abertura do SIMSOCIAL, propõe pensar a comunicação digital dentro de um paradigma reticular, em que a relação homem e tecnologia não é instrumental. Apresenta a tecnologia como algo que, ao ser utilizada, impõe um devir ao sujeito, gerando relevantes transformações. Dessa forma, devemos pensar a rede não apenas de forma material, mas como um conjunto que ultrapassa a dimensão das ciências da comunicação.

Di Felice ressalta ainda a impossibilidade de abordar a rede desde uma perspectiva preferencial ou objetiva e sim como um problema hermenêutico, em que há uma mudança na relação com o ambiente. O surgimento de um pensamento reticular começa a explicar o mundo não mais de forma linear, mas de forma reticular e cognitiva. Assim, devemos pensar em um conjunto de transformações, desde a teoria da relatividade, na qual se evidencia a interdependência entre o observador e objeto observado – a única possibilidade de conhecer um processo reticular é fazer parte dele.

Massimo di Felice aborda também elementos que indicam a crise do pensamento sociológico sobre o social: concepção instrumental da mídia, invisibilidade do social (social não mais observável, característica atópica do social (social não mais delimitável), crise do antropormofismo social (não se isola mais a pessoa de seu contexto), crise da concepção holística do social (sociabilidade), crise da concepção sistêmica do social e formas comunicativas do habitar e genius loci tecnológico.

O professor finaliza a conferência apresentando a nova teoria da ação social: Quem fala? Quem age? Quem pode?

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