13 Jul 2012, 12:20am
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Confira o site do SIMSOCIAL 2012

Confira o site da segunda edição do SIMSOCIAL – Simpósio de Pesquisa em Tecnologias Digitais e Sociabilidade, que tem como tema “Práticas Interacionais em Rede“.

 

SIMSOCIAL 2012

16 Jan 2012, 4:53pm
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Confira vídeo do evento!

26 Oct 2011, 5:59pm
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24 Oct 2011, 10:18pm
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Grupos de trabalho: primeiro dia

O primeiro dia do SimSocial concentrou a maior parte dos Grupos de Trabalho, que nesse ano foi dividido em cinco: (1) Mídias sociais, interações e práticas de sociabilidade; (2) Mídias Sociais: Consumo e Estratégias de Mercado; (3) Política e ativismo nas mídias sociais; (4) Educação e mídias sociais; e (5) Mídias Sociais, práticas Colaborativas e Jornalismo. Acompanhe abaixo informações sobre cada uma das sessões dos GTs dessa quinta (13).

Interações
Coordenado pela professora Malu Fontes, o GT Mídias Sociais – Interações Práticas de Sociabilidade polarizou a discussão entre os novos espaços para o registro e preservação da memória, através dos museus virtuais, e a ideia de fetichismo, transposta da psicanálise e reinterpretada sob o contexto e as práticas comunicativas nas redes sociais. Apresentados pelos pesquisadores José Cláudio Alves de Oliveira (UFBA) e Julio Cesar Lemes de Castro, respectivamente, os temas levantaram questionamentos da plateia acerca da validade de hipóteses como: em que medida é possível estabelecer uma cisão entre a vida e o comportamento on line e off line? Em que medida faz sentido, quando as tecnologias e os dispositivos on line avançam em escala tão significativa no cotidiano das sociedades urbanas, dizer que as práticas on line aproximam-se de um simulacro da vida real? Onde estão as fronteiras entres essas ‘vidas’? Quanto à perspectiva de museus em plataformas digitais, sobretudo voltados para o registro da memória religiosa brasileira, uma questão se interpõe: o desafio da inclusão digital entre as pessoas que preservam essa memória em sítios religiosos, pessoas guardiãs de narrativas e práticas que, sem registro, tendem a perder-se na oralidade.

A segunda sessão, coordenada por Vitor Braga, foi composta por trabalhos que discutiam subjetividade e representação de indivíduos e organizações em ambientes digitais, bem como uma problematização acerca do conceito de convergência. Paulo Victor e Rodrigo Cunha (UFBA) abordaram de que forma a rede social baseada em localização Foursquare . Adotando a perspectiva dramatúrgica de Goffman, os autores propuseram que os usuários, dentre possíveis adoções, abordam os lugares de modo a construir uma representação que os outros podem ter de si mesmo. Em seguida, Jane Maciel (UFRJ) buscou adotar o conceito de rizoma, proposto por Deleuze e Guattari, no sentido de compreender como o site de compartilhamento de imagens Flickr torna-se uma plataforma onde se situa parte da produção fotográfica na contemporaneidade. Para Jane, a subjetividade dos usuários dessa rede é afetada por novos estatutos de memória que se assume diante da visibilidade de fotografias experimentadas a partir de computadores e sobrepostas a outras que as sucedem, ao mesmo tempo que as experiências vividas são também  partilhadas  em  forma  de  fotografias.

Já Maria Clara Aquino (UFRGS) propôs uma reflexão acerca de três termos recorrentes nas discussões do campo da cibercultura – convergência, interatividade e participação – de modo a criar uma relação entre os mesmos na discussão acerca da convergência midiática. De acordo com a autora, nesse contexto da convergência a interatividade estaria situada numa relação dos indivíduos com as tecnologias, enquanto que a participação estaria centrada numa relação entre interagentes – por meio dos conteúdos compartilhados. Por fim, Maurílio Hoffman apresenta um estudo acerca do uso do Twitter por alguns usuários de modo a discutir de que forma é possível utilizar do sistema como um canal de comunicação entre instituições, personalidades com grande reputação e usuários do site.

Política e Ativismo
Na primeira sessão do GT Política e Ativismo nas Mídias Sociais, tivemos três trabalhos apresentados. Na primeira exposição, Nina Santos (UFBA) trouxe um estudo exploratório que procura relacionar a teoria do agendamento e o Twitter. Foram abordadas as possibilidades de as mídias sociais concederem destaque às discussões sobre determinados temas, mas também foram consideradas as limitações desta ambiência digital, no sentido da permanência de uma centralidade dos meios tradicionais na constituição de uma agenda pública. Em seguida, Leonardo Branco (UFBA) apresentou um conjunto de mapas produzidos colaborativamente, por meio da Internet, e que nos fazem repensar o conceito clássico de cartografia. Tais práticas representam uma apropriação política dos espaços urbanos em conexão com as novas tecnologias da comunicação. Já a exposição de Maria Célia Rocha (UFBA) abordou a difusão das redes sociais online, e reuniu diversos casos de utilizações das mídias sociais para a participação pública. Houve várias perguntas interessantes das pessoas que estavam presentes para assistir às apresentações, o que permitiu um debate qualificado e instrutivo com os expositores.

GT-3 política e ativismo SIMSOCIAL2011

Já na segunda sessão, coordenada por Mônica Paz (PósCom/UFBA), foi composta por quatro trabalhos sobre o ciberativismo em diferentes abordagens. O primeiro expositor foi o Edson Dalmonte (coordenador do PósCom/UFBA). O pesquisador se dedicou a estudar a análise do discurso ciberativista presentes no documentário Índios Online, defendendo o que chamou de consciência da discurso. As questões levantadas no debate diziam respeito sobre o impacto da instantaneidade das mídias sociais no discursos de ativistas. Carolina Abreu Albuquerque (UFMG) apresentou seu trabalho sobre a comunicação contemporânea e os movimentos sociais organizados através de mídias sociais. A mestranda destacou na sua fala e no artigo, em relação aos movimentos que relatou, as “características como a espontaneidade de agregação, a organização em rede, a ausência de lideranças estabelecidas e a rejeição (ou, ao menos, não-adesão) aos modos tradicionais de representação” (p.9-10).

Ainda em relação ao ciberativismo, Fred Izumi Utsunomiya (Mackenzie/SP) trouxe a questão do alcance do agir comunicativo via mídias sociais, problematizando acerca dos laços forte e fracos estabelecidos entre as pessoas através das plataformas online e ainda o sobre o nível de participação fornecida e praticadas nessas plataformas, o que foi foco do debate com os participantes do GT.

No campo dos diretos humanos, Rodrigo Nejm (UFBA/Safernet Brasil) falou da sociabilidade e dos direitos humanos das crianças e adolescentes em meio digital, defendendo que se haja um escape do determinismo tecnológico ao se ponderar sobre empoderamento e vigilância na rede. Questões sobre a memória digital e de como o impacto das publicações e da exposição de si de adolescentes e crianças na internet podem impactar em suas vidas (presente e futura).

Educação
Coordenada por Fernanda Carrera, a primeira sessão do GT4 – Educação e Mídias Sociais – focou as discussões nas possibilidades trazidas pelas novas tecnologias, especialmente as mídias sociais, para as práticas da educação e da aprendizagem no ambiente interno e externo à sala de aula. No debate, a utilização dos blogs, do Twitter, de games e outros aplicativos em prol da leitura e do processo de ensino, com questionamentos reunidos pelos trabalhos de Caroline Pereira das Neves (IAT/SEC), Carolina Calomeno (Positivo), Eunice Ribeiro dos Santos (UFBA) e Bruna Lessa (UFBA). Dentre as questões levantadas, algumas foram destaque: Como pensar o ensino da norma padrão da língua a partir das mídias sociais, uma vez que estes ambientes proporcionam novas linguagens? Como pensar autoria e referência nos estudos universitários, quando os blogs já são assumidos como fonte de informação mas não como fontes de credibilidade no âmbito da pesquisa científica? Como as práticas culturais “off-line” são traduzidas como melhor artifícios de usabilidade em aplicativos de aprendizagem? Até que ponto os games oferecidos pelas mídias sociais são uma transposição de paradigmas estruturados “off-line” e ajudam a reforçar sentidos e estereótipos? Até que ponto os sentidos de leitura estão sendo reconfigurados pelas novas possibilidades tecnológicas?

Consumo e Estratégias de Mercado

Coordenado por Maria Alessandra Calheira (Póscom/UFBa), a primeira sessão do GT2 – Mídias Sociais: Consumo e Estratégias de Mercado, teve foco nas possibilidades exploradas pelas organizações e artistas a partir das novas tecnologias da comunicação. No debate, a utilização dos Blogs, Sites de Compras Coletivas e Sites de Redes Sociais como o Twitter e o Facebook e como estes estão sendo apropriados por músicos e empresas interessados na promoção de produtos, marcas e serviços e em sua utilização enquanto mediadores no relacionamento com o seu público. Os trabalhos apresentados por Angelo Satre (Instituto Educae / Fapi, PR), João Renato de Souza Coelho Benazzi (UFRJ, RJ) e por Tatiana Rodrigues Lima (FSBA, BA) foram catalizadores de questionamentos e inquietações por parte dos presentes. Algumas questões merecem destaque: Quais as diferenças dos resultados observados nas ações veiculadas por meio da mídia massiva e da pós-massiva foram observadas pela empresa de transporte? Quais as conseqüências para o negócio podem se observadas diante da falta de preparo de pequenas organizações no atendimento ao seu público consumidor? Qual a importância para o contexto organizacional que o comportamento e opinião dos consumidores de produtos negociados por meio dos sites de compras coletivas sejam aferidos? Pode-se estabelecer como uma relação o fato de alguns artistas nativos digitais, a exemplo de Malu Magalhães, obterem êxito e visibilidade maior nos SRS do que os artistas considerados imigrantes digitais?

A segunda sessão do GT 2 – Mídias Sociais: Consumo e Estratégias de Mercado, realizado no dia 13/10, foi coordenado por Tarcízio Silva (Póscom/UFBa) e reuniu quatro trabalhos. Abrindo a sessão, Luiz Adolfo de Andrade apresentou seu trabalho Jogos de Realidade Alternativa: Modos para relacionar espaço, consumo e transmidia. Artigo resultante de sua pesquisa de nível de doutorado, discutiu os conceitos subjacentes aos jogos de realidade alternativa, tais como cultura participativa, convergência e transmídia. Como exemplo, o autor exibiu diversos exemplos reais de jogos do tipo, incluindo casos brasileiros. Em seguida, Breno Carvalho apresentou reflexões sobre o uso de QR Codes em postais publicitários, no trabalho O Postal Publicitário como Mídia Locativa. Em sua apresentação, o pesquisador revisou as concepções em torno do consumo como objeto de investigação acadêmica e os relacionou às novas mídias. Apresentando seu trabalho em co-autoria com Márcia Carvalhal, Marcello Chamusca exibiu as descobertas resultantes de pesquisa quantitativa com usuários de dispositivos móveis Mobilidade e Sociabilidade na Cidade Contemporânea. Finalizando as apresentações, Rhaíssa Vitor apresentou trabalho, em co-autoria com Adílson Cabral, chamado O Facebook como Foco de Oportunidades de Branded Experience. Além de mostrar um  pouco da história e possibilidades do site quanto à comunicação corporativa, a autora também fez considerações sobre o aumento de sua base de usuários.

A relação de todos os trabalhos aprovados estão disponíveis no endereço: http://gitsufba.net/simposio/?page_id=179. É possível, através do link, fazer download dos mesmos.

15 Oct 2011, 9:48pm
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Simone de Sá encerra o SIMSOCIAL com a conferência “Entretenimento e Mídias Sociais”

O SIMSOCIAL 2011 encerrou-se com a conferência “Entretenimento e Mídias Sociais”, ministrada pela professora Simone de Sá, da Universidade Federal Fluminense. Professora Simone iniciou a conferência citando Jenkins, que apresenta produtores e consumidores interagindo de maneira absolutamente nova e não mais ocupando papéis separados. Dando sequência a sua fala, faz uma crítica a noção de entretenimento e para isso traz conceitos de Adorno e Horkheimer, que trata o entretenimento de forma escapista e dicotômica, separando razão e emoção, corpo e espirito, entretenimento e arte, sensação e conhecimento. E completa que ainda hoje há uma perspectiva muito forte nessa direção – o entretenimento não é levado a serio e é colocado em uma posição inferior à arte.

Ao trazer a questão “quem pode dizer o que é ou não relevante?” professora Simone coloca mídia e tecnologias como centrais na construção da subjetividade. As materialidades fazem parte do processo comunicativo e é impossível separar forma e conteúdo. Cada uma das relações entre corpos materiais e experiências é relevante. Ressalta ainda o trabalho de Gumbresht, no qual toda forma de comunicação implica em uma forma especifica de produção de presença, que toca os corpos dos que se comunicam; a afetação corporal é parte do processo comunicativo. Em sua fala traz também conceitos de Goffman para discutir a ideia de performance e auto-apresentação. Para Goffman, a performance é a condição de estar no mundo frente às inúmeras situações sociais, sendo condição para o diálogo e conversa.

Para pensar a performance, professora Simone traz como exemplo o trabalho realizado por Thiago Soares sobre Lady Gaga – pop star transmidiática que usa diversas mídias para produzir uma narrativa sobre si – e propõe com o exemplo uma reflexão sobre como ela vai performatizando a vida privada e publica e como os fãs vão se apropriando desses rastros e produzindo outras conversas. Aqui Goffman é novamente citado para ilustrar o conceito de coerência performativa, trazendo a idéia de que o individuo está constantemente se modulando.

Também são apresentados conceitos trazidos por Tia De Nora, que coloca a música como tecnologia do self, como importante agenciador para a regulação, ordenação e configuração do corpo a situações e papéis. Ressalta ainda que a música é  uma importante forma discursiva e cria personagens, porém esses personagens não tem nada de fake.

Professora Simone termina a conferência problematizando a importância das redes nos processos de gerenciamento do self. Que corporeidades estão comparecendo nas redes sociais? Indo além da cultura colaborativa, como estamos estabelecendo pactos na rede? As redes sociais são muito ricas e há um imenso material simbólico para se pensar.

Conferência com Fernanda Bruno abre segundo dia

A professora Fernanda Bruno (UFRJ) abriu o segundo dia do SIMSOCIAL com a conferência “O que diz um traço pessoal digital? Monitoramento, saberes e redes sociotécnicas”. Na conferência, foi apontado que toda ação humana é passível de deixar vestígio, que pode ser mais ou menos visível, resistente, rastreável, duradouro ou voluntário e assim é enfatizado o caráter ambíguo e polissêmico do rastro.

Fernanda ressalta o rastro como uma espécie de “quase objeto” e aponta que o rastro pessoal digital possui algumas peculiaridades, não necessariamente exclusivas, mas que no ambiente da internet são mais acentuadas. É enfatizado ainda o fato de que além ou aquém de informações divulgadas voluntariamente, são gerados rastros factíveis de serem capturados. Dessa forma, na rede, a relação entre o voluntário e o involuntário é muito forte: quanto mais um individuo age na rede, mais rastros são produzidos.

Outro ponto abordado foi o intervalo entre ação, produção e recuperação de rastros, que em rede diminui drasticamente; em âmbito digital o registro de rastros se dá instantaneamente e pode ser rapidamente recuperado.

Redes
Fernanda apontou, ainda, que nesse contexto temos uma paisagem extremamente rica, que renova a produção de saberes no domínio das ciências humanas e sociais, que agora podem sair das petições que sempre a pautaram, como macro e micro, global e local. É colocado ainda uma epistemologia policial e política dos rastros. Na epistemologia policial, que também possui uma dimensão comercial, os rastros fornecem provas, índices e evidências. Em um nível político, baseado em Bruno Latour, a rede deixa de ser uma teia, para ser aquilo que faz proliferar os mediadores.

A grande problemática da excelente fala da conferência instiga a responder a seguinte questão: “o que dizem os rastros digitais?”. A pergunta não é trivial.

Começa a transmissão on-line do segundo dia

A profa. Fernanda Bruno iniciou a programação do segundo dia do SIMSOCIAL com a conferência O que diz um traço pessoal digital? Monitoramento, saberes e redes sociotécnicas. Quem não está participando presencialmente do evento pode acompanhar a programação do auditório através da transmissão on-line: http://aovivo.ufba.br/simsocial

Mesa-redonda com o tema “ampliação do uso das mídias sociais: desdobramentos possíveis”

Ainda pela manhã, os professores membros do GITS/UFBA, José Carlos Ribeiro, Malu Fontes e Fabrício de Souza, participaram de uma mesa-redonda discutindo o tema “ampliação do uso das mídias sociais: desdobramentos possíveis”.

Prof. José Carlos dá inicio a mesa abordando a questão da auto-apresentação em mídias sociais, onde problematiza o uso de aplicativos sociais nesse processo. Para essa discussão aponta duas aplicações de tais aplicativos. A primeira delas se dá no resgate das informações sociais, em que são realizadas releituras de si mesmo e reconstrução daquilo que se é. A segunda implicação diz respeito a comparativos de informações sociais, em que o individuo se compara aos outros, em aplicativos que medem a audiência e categorizam o usuário. O professor ressalta que tais aplicativos trazem elementos que geram reflexão e interferem na auto-apresentação e coloca a seguinte provocação: de que forma esses aplicativos que auxiliam na construção da auto-apresentação influenciam na (re)constituição dos aspectos do self?

Em seguida, professora Malu Fontes traz a questão do agendamento pelos meios de comunicação chamados tradicionais. A professora não acredita que não há mais um agendamento por parte de tais meios e defende a idéia de que o que existe hoje é uma provocação gerada a partir das mídias sociais, que obriga os meios tradicionais a agendarem determinado assunto. Profª Malu traz à discussão a Primavera Árabe, em que pessoas insatisfeitas com a ditadura, que sempre contou com grandes grupos hegemônicos, ensaiaram um movimento onde as redes sociais tiveram um papel fundamental e obrigaram os meios tradicionais a transmitirem as reivindicações, construindo um movimento global. Dessa forma, as redes sociais reverberaram o movimento e foram fundamentais na rapidez de sua construção. Malu aponta também que a mídia convencional ainda faz uma cobertura muito caricata, muitas vezes deslegitimando o movimento e contrapõe ao fato de que ainda que caricata, não há mais como esconder notícias, criando um vértice ruas, meios e mídias sociais. Para finalizar propõe a discussão de como esses três elementos conversam e interferem um no outro.

Finalizando a mesa-redonda, professor Fabrício de Souza problematiza a forma como a fala permitiu ao homem multiplicar suas capacidades de contatos sociais e, partindo dessa reflexão, aponta que a comunicação mediada amplia ainda mais a função da fala. Professor Fabrício ressalta ainda que a espetacularização da vida cotidiana não é o único aspecto do compartilhamento de experiências no ciberespaço e aponta que a grande preocupação diante da ampliação das redes sociais esta no desafio metodológico: não podemos generalizar uma experiência pessoal em algo universal. Prof. Fabrício finaliza sua fala propondo o desafio de uma investigação adequada e sistemática e não apenas interpretativa.

Di Felice aborda o tema “Redes Sociais na Internet”

Em uma abordagem profunda, Massimo Di Felice, na conferência de abertura do SIMSOCIAL, propõe pensar a comunicação digital dentro de um paradigma reticular, em que a relação homem e tecnologia não é instrumental. Apresenta a tecnologia como algo que, ao ser utilizada, impõe um devir ao sujeito, gerando relevantes transformações. Dessa forma, devemos pensar a rede não apenas de forma material, mas como um conjunto que ultrapassa a dimensão das ciências da comunicação.

Di Felice ressalta ainda a impossibilidade de abordar a rede desde uma perspectiva preferencial ou objetiva e sim como um problema hermenêutico, em que há uma mudança na relação com o ambiente. O surgimento de um pensamento reticular começa a explicar o mundo não mais de forma linear, mas de forma reticular e cognitiva. Assim, devemos pensar em um conjunto de transformações, desde a teoria da relatividade, na qual se evidencia a interdependência entre o observador e objeto observado – a única possibilidade de conhecer um processo reticular é fazer parte dele.

Massimo di Felice aborda também elementos que indicam a crise do pensamento sociológico sobre o social: concepção instrumental da mídia, invisibilidade do social (social não mais observável, característica atópica do social (social não mais delimitável), crise do antropormofismo social (não se isola mais a pessoa de seu contexto), crise da concepção holística do social (sociabilidade), crise da concepção sistêmica do social e formas comunicativas do habitar e genius loci tecnológico.

O professor finaliza a conferência apresentando a nova teoria da ação social: Quem fala? Quem age? Quem pode?

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