Sexo, tecnologia e robôs-prostitutas sensuais

Devo confessar que nessas últimas horas, passei mais tempo escolhendo o que postar aqui do que efetivamente escrevendo o texto para o blog. A lentidão na escolha da pauta se deveu ao bombardeio de novidades com que me deparei – todas referentes ao uso das tecnologias associadas às práticas sexuais e até afetivas (com robôs).  Na dúvida, optei por compartilhar dois vídeos que me chamaram atenção, assumindo, por ora, uma proposta pouco reflexiva e de caráter mais teaser-das-informações.  Eis o que encontramos:

O que torna um robô sexy e desejável para prestar serviços sexuais? Na opinião de Dr. Takaaki Kuratate, pesquisador e criador do experimento – a criatura Geminoid F. -, dois elementos são fundamentais: expressão facial tátil (haptic head) e aquilo que ele chamou de techno tail – “traseiro” com textura de silicone, uma cópia bastante próxima do original, vale dizer. Explico melhor: a robô-prostituta (e não entremos aqui na discussão de gênero, não é o caso agora) precisaria ter um rosto capaz de transmitir emoções. Para criar esse tipo de realismo, o pesquisador usou uma projeção 3D, que permite que a cabeça de Geminoid F. – a sexy robot – possa ser vista de diversos ângulos. Dessa forma, são compilados inputs audiovisuais de pessoas conversando, permitindo que os desenvolvedores associem bits fonéticos de áudio com movimentos faciais adequados e correspondentes. Em seguida, os sons são recriados numa espécie de máscara (mask-bot), capaz de interagir, dialogando expressivamente. Veja o resultado.

O ‘traseiro’ de silicone: um robô idealizado para tocar e ser tocado, não precisa apenas demonstrar emoções, mas também demanda – talvez prioritariamente – uma pele macia. Para além da suavidade desta parte do corpo valorizada nos atos sexuais, o techno tail possui a característica de reagir aos estímulos recebidos, numa imitação curiosa da contração muscular, por exemplo. Confira a demonstração aqui.

Outros experimentos que rendem boas discussões para a temática das interações sexuais e tecnologia podem ser encontradas neste site, de onde retiramos os vídeos.

Thais Miranda

Thais Miranda é doutoranda em Comunicação e Cultura Contemporâneas (POSCOM/UFBA), com estágio doutoral na Université René Descartes, Paris V, Sorbonne (2013/2014) . É mestre em Administração (2010) e possui graduação em Comunicação Social (1999). Dedica-se à pesquisa sobre pornografia digital amadora e interações em ambientes digitais.

More Posts

Follow Me:
TwitterFacebook

Deixe um comentário