Problemas com as informações no Facebook ocasionam reações contrárias

O site de rede social que detém atualmente o maior número de usuários, o Facebook, tem sido alvo de críticas devido ao modo como detém informações dos usuários por meio de seus acessos a demais sites de Internet enquanto o mesmo está conectado ao sistema. Esse  rastreamento seria para uma “publicidade segmentada”, mais focada nos interesses do usuário, na hora de sugerir anúncios dentro do Facebook.

Ainda que o site tenha tentado demonstrar que é para uso “inofensivo”, contudo parece não ter sido suficiente para aquietar a preocupação de parte dos usuários, que procuram agora soluções para garantir que sua privacidade na internet está assegurada. Prova disto são duas reações contrárias aqui citadas: o site Unthink e o plugin Facebook Disconnect.

Ainda, essa possibilidade de utilizar esta informação para publicidade é uma das questões em amplo debate dos defensores de privacidade na internet, ao alertarem que a política de privacidade do Facebook protege os dados dos utilizadores de outras pessoas, mas não exatamente do que é feito na rede em si. Problemas semelhantes têm ocorrido com o Google, que faz uso das informações referentes ao acesso dos usuários a sites da internet para fornecer produtos em seus serivços (e-mail e buscador, por exemplo) que, de algum modo, tenham uma melhor relação  com o público consumidor – baseado no interesse deste.

Software
Com relação ao plugin Facebook Disconect, nos últimos 10 dias foram feitos 152 mil downloads, o que simboliza um novo recorde dentro dos aplicativos e ferramentas disponíveis para o Google Chrome. Através deste software, que é uma extensão do referido navegador, o Facebook deixa de receber notificações quando os utilizadores acedem a qualquer site na internet que use o Facebook connect e de ter acesso a informações pessoais enviadas pelos utilizadores a terceiros, como até então faziam.

Embora o Facebook disconnect bloqueie algumas funções originais dos links e fotos da rede, a grande (e rápida) adesão à utilização do plugin levou os criadores a lançar novas aplicações, como o Disconnect, que serve para proteger os utilizadores dos serviços do Twitter e do Google.

Site
Estreia nessa semana o site de rede social que se promove como anti-facebook. O Unthink começa sua versão beta com uma campanha de marketing bastante agressiva, tendo como principal foco o fato do mesmo ser um serviço que não vende nenhuma informação a anunciantes. Ao invés disto, cabe ao usuário escolher uma empresa para patrocinar o seu perfil. Nesse sentido, o site propõe ao usuário que selecione uma marca de sua preferência – tenha alguma afinidade, ou por acaso ache válido divulgar certas promoções à sua rede de contatos.

É facultativo também ao usuário não escolher nenhuma empresa, dentre as oferecidas pelo Unthink, para o patrocínio; daí, o mesmo terá de pagar $2 dólares por ano para manter sua conta na rede social. O feed de notícias também é algo à parte: é possível que o usuário escolha o que o anunciante tem acesso ao conteúdo no qual ele publica no site, bem como é possível escolher o que examente se pretende ver dos produtos anunciados pelo patrocinador.

No video promocional do site (abaixo), é possível perceber como o mesmo opera nesse ideal de liberdade, em contraponto a um certo controle das informações que o Facebook aparentemente vem fazendo. Nesse novo serviço, o uusário teria controle total às suas ações, tendo de certa forma controle ao modo como se engaja no ambiente de forma transparente.

Vitor Braga

Jornalista, professor da Universidade Federal de Sergipe e doutor em Comunicação pela Universidade Federal da Bahia.

More Posts - Website

Follow Me:
Twitter

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.