Privacidade adolescente?

Recentemente, o Facebook admitiu uma queda no acesso diário ao seu site, em especial entre usuários adolescentes. Apesar da maioria dos jovens ainda manter o perfil ativo, agora eles passam menos tempo na rede social mais famosa do mundo. E a razão é que a diversão foi para outros lugares.

Snapchat, WhatsApp e Instagram são algumas da ferramentas que estariam dispersando os jovens do Facebook. Muitos pais tem perfis no Facebook, o que passa a sensação de que a rede não é tão privada assim. Neste sentido, deixou de ser uma plataforma que os adolescentes sentem como algo exclusivo e absolutamente deles.

Ao contrário do Facebook, onde os jovens estão conectados a centenas de “amigos” que muitas vezes são pessoas que mal conhecem, estes aplicativos promovem conversas dinâmicas com diferentes grupos de amigos mais próximos. Além disso, em geral, nessas redes eles estão disponíveis o tempo inteiro, através dos smartphones.

Os aplicativos de mensagem para aparelhos móveis oferecem, entre outras coisas, esta “privacidade” que muitos jovens sentem que perderam ao serem observados por seus pais.

De encontro a esta ideia, surgem inúmeros casos de vídeos, fotos ou mensagens intimas que “vazaram” destas novas redes.  Afinal, como se configura a privacidade para esses adolescentes nos ambientes digitais? O que é? E até que ponto eles consideram algo intimo?

Fonte: Pragmatismo

Karla Cerqueira

é mestre pelo Programa de Pós Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA, na linha de pesquisa em Cibercultura. Possui Bacharelado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda. Atuou nos setores de criação da Agência Versa e da empresa DP&P Comunicação Visual. Tem interesse nos temas: Interações Sociais Online, Tecnologias Digitais, Performances e Imperativo da Felicidade. (Lattes)

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