Pesquisa apresenta perfil do jovem na internet

Uma recente pesquisa, do Centro de Estudos sobres as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br) publicou nesse segundo semestre uma pesquisa realizada com o público jovem, na faixa etária de 9 a 16 anos, na qual buscou medir o uso e hábitos da população brasileira com relação ao uso das tecnologias de informação e de comunicação (TIC), focando as oportunidades e riscos relacionados no acesso às páginas da internet.

De acordo com a pesquisa, os adolescentes são os que mais usam a internet todos os dias ou quase todos os dias, considerando o tempo médio de uso por dia; ainda, a pesquisa pôde apontar que e a escola contribui decisivamente no acesso, pois é o principal local de acesso à internet pelas crianças. Uma questão peculiar com relação ao uso na escola é que as crianças e os adolescentes pesquisados estariam utilizando mais a internet para o trabalho escolar do que para visitar perfis de redes sociais na internet – embora seja o segundo maior motivo de acesso. Em contrapartida, a frequência a esses sites é a que aparece no topo do ranking, sendo o tempo para pesquisa de trabalhos escolares mais curto.

Um ponto importante na pesquisa foi o questionamento acerca do principal conteúdo compartilhado por esses jovens; nesse ponto, a fotografia do rosto foi apontado como o principal conteúdo. Em seguida é o sobrenome e a idade – que em geral não é a sua verdadeira.  No que tange aos conteúdos mais encontrados pelo público pesquisado, questões sobre doença, ódio, grupos, drogas e suicídio estão entre os primeiros. A pesquisa aponta que esses conteúdos devem ser observado com atenção pelos pais.

Com relação às imagens, a pesquisa corrobora com trabalhos acadêmicos, nos quais discutiram como as imagens estariam auxiliando na apresentação do usuário perante sua rede social; as imagens serviriam como um reforço importante tanto para a confirmação da veracidade do usuário, quanto para suprir uma necessidade (ou curiosidade) dos usuários de conhecer melhor os interlocutores. A fotografia, então, teria uma importância fundamental para os sujeitos, reconstruindo os seus selfs e fazendo crer ser o particular de cada identidade virtual, numa espécie de índice do que pode ser concebido como o real.

Vitor Braga

Jornalista, professor da Universidade Federal de Sergipe e doutor em Comunicação pela Universidade Federal da Bahia.

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