Os filtros-bolha online

“Um esquilo morrendo no seu jardim pode ser mais relevante para os seus interesses, nesse momento, do que pessoas morrendo na África”. Com estas palavras referentes a Mark Zuckerberg, Eli Pariser discutiu em seu artigo “Cuidado com os filtros-bolha online” na revista AREDE, setembro, Edição Nº 73, serviços usadas por sites de redes sociais para determinar quais informações seriam relevantes para cada internauta.

Eli Pariser, assim como muitos outros, sempre acreditou na Internet como um potencializador para a democracia no qual os diferentes pontos de vistas se encontrariam, eles realizariam a “conexão para o mundo”, e os sites de redes sociais seriam meios importantes para a concretização deste fundamento.

O Facebook e o Google estão usando algoritmos que filtram informações em sua busca e no seu perfil de usuário de acordo a vários indicadores. “O Google tem 57 indicadores – desde o tipo de computador no qual você está ao tipo de navegador que você usa”. Há outras empresas também que fazem este tipo de serviço: Yahoo News (site jornalístico), Huffington Post, The Washington Post, The New York Times.

Este conjunto de algoritmos, utilizados no filtro, é chamado de filtro-bolha. “O que está no seu filtro-bolha depende de quem você é e do que você faz”. Mas, “voce não decide o que entra… e nem o que fica de fora”.

Os algoritmos, em tese, objetivam personalizar, tornar simples a rotina do usuário de Internet, no entanto, ao fazer isto podem não permitir o contraditório, o desconhecido, aquilo que ainda não é conhecido pelo usuário ou nunca fez parte da vida cotidiana dele, além disto, pode não tornar prioritário determinada busca pelo fato de que anteriormente o usuário não havia clicado em primeiro lugar numa informação ou link. “Precisamos ter certeza de que também nos mostrarão coisas que são desconfortáveis ou desafiadoras ou importantes – outros pontos de vista”.

Contrário à esta “detenção da informação”, alguns sites e propostas contrárias estão surgindo. É o que mostra a seguinte postagem: Problemas com as informações no Facebook ocasionam reações contrárias

Veja o artigo completo de Eli Pariser em: http://www.arede.inf.br/inclusao/edicoes-anteriores/183-edicao-no-73-setembro2011/4715-raitequi

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