No 25º aniversário da Web, criador defende constituição global da Internet

Na última quarta-feira (12), a World Wide Web completou 25 anos de existência. Para Sir Tim Berners-Lee, que iniciou este projeto revolucionário e tinha como principal intuito acessar arquivos de computadores interconectados, a Internet precisa se manter aberta e acessível para todos. Com isso, o cientista da computação reforça a necessidade de uma carta de direitos, que faça parte da “web que queremos”, uma iniciativa que busca criar uma carta de direitos em cada país, tendo o apoio de instituições públicas, autoridades governamentais e corporações.

Para ele, a influência de corporações e governos sobre a rede tem ameaçado o fluxo de informações, a privacidade e a democracia vivenciada neste espaço. De acordo com entrevista concedida ao The Guardian, Berners-Lee afirma que “O acesso à Internet deveria integrar os Direitos Humanos, como representação basilar da democracia. Nossos direitos estão sendo violados mais e mais por todos os lados, e o perigo é que nos acostumemos com isso. Então, quero usar o aniversário de 25 anos para que todos façamos isso; para que tomemos de volta as rédeas da web e definamos o que queremos para os próximos 25 anos”.

 No Brasil, as discussões em volta do Marco Civil continuam em pauta. É muito importante que os usuários busquem garantir o caratér aberto e democrático da Internet participando ativamente desta construção. Para maiores informações sobre este projeto de lei, acesse e confira: http://edemocracia.camara.gov.br/web/marco-civil-da-internet/andamento-do-projeto/-/blogs/conheca-a-ultima-versao-do-relatorio-do-marco-civil-11-7

Além disso, assista um trecho da entrevista de Sir Tim Berners-Lee que foi concedida ao The Guardian: http://www.theguardian.com/technology/video/2014/mar/12/world-wide-web-tim-berners-lee-principles-openness-privacy-video

Bianca Orrico

É psicóloga, graduada pela Universidade Salvador. Atua na Safernet Brasil em um canal gratuito que oferece orientação para esclarecer dúvidas, ensinar formas seguras de uso da Internet e também orientar crianças e adolescentes e/ou seus próximos que vivenciaram situações de violência on-line. Tem experiência em acompanhamento de crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social. Realizou pesquisas sobre adolescentes, redes sociais e tribos urbanas.

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