Media, Place and Mobility: Conclusão

Conclusão – Non-media-centric Media Studies

Por Thais Miranda

No capítulo dedicado à conclusão do livro Media, Place and Mobility, Shaun Moores afirma se sentir confortável para explicitar aquilo que estava apenas implícito em suas discussões, até o presente momento: a sua defesa por uma abordagem do estudo das mídias não centrado/focado nas mídias. O autor retoma as principais questões debatidas nos três capítulos da obra – para então adentrar sua própria reflexão.

Moores afirma que seu livro funciona como uma espécie de ilustração daquilo que Morley (2007, 2009) chama de estudo das mídias não centrado nas mídias. Mas como seria possível pensar em estudos das mídias, sem focar na mídia em si? Os pesquisadores desse campo, necessariamente, centralizarão a mídia em suas pesquisas e conseqüentes explicações da vida social? O autor responde que seu argumento é de que a pesquisa sobre mídias requer um enquadramento analítico que atente para as particularidades do meio, sem isolá-lo das dinâmicas próprias dos contextos em que operam.

Moores completa enfatizando a importância de se pensar sobre a vida cotidiana – como centro dessa proposta de descentralização dos meios. Para ele, é a relação entre o uso dos meios e a diversidade de práticas que o acompanha que precisa ser investigada. O autor diz concordar com Morley (2009, p.15), ao sugerir que muitos trabalhos no campo de estudos das mídias deveriam levar mais a sério suas raízes interdisciplinares. Para Moores, atualmente, o campo do estudo midiático parece mais com uma disciplina acadêmica fechada nos seus próprios domínios. O autor acredita que tal campo ganhará força à medida que se abra às novas ideias que circulam nas ciências sociais e humanidades – tais quais aquelas citadas ao longo desse livro: geografia, filosofia, antropologia, sociologia. Moores finaliza o livro dizendo ter esperança de que a obra seja útil não apenas aos pesquisadores de media studies, mas também para qualquer pessoa interessada em entender as dinâmicas de habitação e viagem na sociedade contemporânea.

Claudia Galante

É mestre pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na linha de pesquisa Ideologia, Comunicação e Representações Sociais. Especialista em Marketing pela FAE (PR) e graduada em Comunicação Social pela PUC-PR. Atualmente atua no departamento de comunicação social do Instituto Federal da Bahia (IFBA) Campus Camaçari. Tem experiência na área de Comunicação e interesse nos seguintes temas: mídia, democracia, cibercultura e interações.

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