Livros, CDs, DVDs, DNA, sim DNA!

Nesta terça-feira, 23, pesquisadores relataram na revista Nature que salvaram todos os 154 sonetos de Shakespeare, uma foto, um artigo científico e um arquivo de som de 26 segundos do discurso em que Martin Luther King Jr. disse “eu tenho um sonho”. Tudo isso coube em um pedaço de DNA sintético quase invisível a olho nu, guardado em um tubo de ensaio.

Após o DNA sintético ser criado, máquinas “leram” suas moléculas e recuperaram a informação. Esse processo durou duas semanas, mas avanços tecnológicos estão diminuindo esse tempo, afirmou o autor do estudo, Ewan Birney, do Instituto Europeu de Bioinformática, em Hinxton, Inglaterra.

O processo envolveu a conversão dos 0 e 1 da informação digital no alfabeto de quatro letras do código genético.  O DNA seria útil para guardar grandes quantidades de informação que precisam ser armazenadas por um longo período de tempo, mas que não necessitam ser recuperadas com frequência.

Os cientistas disseram que não têm a intenção de injetar esse DNA em seres vivos e negam a possibilidade desse material acidentalmente se tornar parte do código genético de um ser vivo, por causa do seu esquema de codificação. Como o material genético há muito guarda toda a informação necessária para fazer plantas e animais, cientistas estão dizendo que ele também pode ajudar a lidar com a crescente necessidade de armazenamento de dados da sociedade da informação.

Fonte: JESP

Karla Cerqueira

é mestranda pelo Programa de Pós Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA, na linha de pesquisa em Cibercultura. Possui Bacharelado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda. Atuou nos setores de criação da Agência Versa e da empresa DP&P Comunicação Visual. Tem interesse nos temas: Interações Sociais Online, Tecnologias Digitais, Performances e Imperativo da Felicidade. (Lattes)

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