Limbo: uma obra de arte interativa

No derradeiro mês do ano passado, falamos sobre a adoção de alguns games ao acervo permanente do MoMA. De lá para cá, algumas novidades nas galerias do museu. Este post não é para falar sobre a incorporação do Minecraft à coleção do MoMA. Não é para apresentar alguns motivos pelos quais Space Invaders está entre as novas aquisições de tão aclamado museu. A intenção aqui é inciar uma campanha em prol da adoção de Limbo.

Limbo é… é como se fosse…  geez, como definir? [Veja o teaser oficial]

Lançado para iOS este ano, Limbo possui algumas peculiaridades que justificam tamanho encantamento. Primeiramente, o game não possui diálogos, uma narrativa clara ou um plot que motive as ações. Apesar disso, há elementos durante a aventura que possibilitam montar uma história própria (mas nada é dado ao jogador, são apenas indícios). Um conselho: “leia” como um poema. Dois, não há tutorial inicial (missões “rasas” que ambientam o jogador no cenário e lhe ensina os comandos), o que indica que o jogador intuitivamente descobrirá as possíveis formas de atuação. Isso acontece com uma naturalidade espantosa. Três, o conjunto audiovisual é absolutamente formidável e creia, a sensação de tensão gerada pela falta de luz e desenho de som se compara a títulos AAA (como Dead Space, por exemplo). Neste aspecto, é característico a Limbo a absência total de cores e trilhas de áudio “melanco-psicodélicas-digitais”.

[continuaria citando diversos motivos pelos quais você deve jogar esse game]

Além disso, o jogo recebeu mais de 90 premiações e foi avaliado com nota máxima em diversos veículos especializados. É indie, da norueguesa Playdead e custa U$ 4,99 na AppStore. Confie, vale muito mais.

Então, já estou prestes a abrir uma petição no Avaaz em prol da inserção de Limbo no MoMA. Nada mais justo.
[brinks]

Felippe Thomaz

Felippe Thomaz é mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, onde examinou, na ocasião, o processo de construção identitária do jogador em MMORPGs, através de avatares. Doutorando pelo mesmo programa, seu objetivo mira agora a compreensão da influência exercida pelos variados dispositivos de controle sobre a experiência de jogos eletrônicos. Examinando o uso de joysticks, teclado e mouse, interfaces touchscreen e sensores de movimento, a questão que baseia a pesquisa, simplificadamente, é: de que maneira as formas de controle influenciam a própria experiência do jogar um game?

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