Karmamedia, pais, filhos e o tradicional momento da “historinha” (em tempos de QR Codes)



Esse post é dedicado àqueles que têm crianças em casa. Se você já escreveu um livro, artigos, papers e afins, se já teve a intenção de plantar uma árvore – ou efetivamente já a tenha plantado -, mas não teve filhos, tudo bem: ainda assim essas informações te dizem respeito, pelo menos na condição de curioso por interações, tecnologias digitais e sociedade.

O Karmamedia é um estúdio húngaro, especializado em realidade aumentada e mídias sociais. Segundo o próprio grupo, criado em 2007, sua missão é explorar novas ideias e possibilidades, relacionadas à percepção humana, tecnologia e arte. Um dos seus recentes projetos proporciona uma sensação de conforto aos pais que imaginaram, um dia, que seus filhos não mais se interessariam pelos livrinhos impressos. Nas palavras dos idealizadores: While we are pondering the social effects of being always online and the changes of content consumption habits, a generation is silently growing up, one that finds nothing revolutionary in the convergence of media formats and intermediality. They are the ones who expect a fairy tale to come alive and talk to them.”

E é exatamente disso que se trata esse quase mágico projeto: um livro – impresso – direcionado a crianças entre três e cinco anos, com os personagens da Vila Sésamo (Sesame Street), que contém vídeos escondidos em cada página, através de QR Codes coloridos. Quando escaneados pelo leitor do celular, os QR Codes exibem vídeos complementares à historinha, aproximando, ainda mais, o mini-leitor da realidade em questão. Sob a ótica da criatividade, o experimento é mesmo muito interessante. Viabilidade é outro aspecto positivo, já que os códigos podem ser lidos por qualquer aplicativo/leitor de QR Codes e acessado pela maioria dos smartphones existentes. Para além da tecnologia, o projeto pode significar a continuidade do hábito e prazer pela leitura, questões constantemente polemizadas, por alguns tantos profetas de plantão com que nos deparamos por aí. E para os pais preocupados, a novidade promete garantir a atenção das crianças pelo tradicional momento da “contação de histórias”. Aguardemos.

Fonte: http://www.cutedrop.com.brhttp://karmamedia.eu/augmented_tales/

 

Thais Miranda

Thais Miranda é doutoranda em Comunicação e Cultura Contemporâneas (POSCOM/UFBA), com estágio doutoral na Université René Descartes, Paris V, Sorbonne (2013/2014) . É mestre em Administração (2010) e possui graduação em Comunicação Social (1999). Dedica-se à pesquisa sobre pornografia digital amadora e interações em ambientes digitais.

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