Intelectuais da cibercultura falam sobre as manifestações no Brasil

Em entrevista para O Globo Cultura via Twitter, Pierre Lévy fala sobre as atuais manifestações nas ruas do Brasil. Segundo Lévy, estes protestos têm nas redes sociais digitais um meio de organização e uma alternativa à “mídia tradicional”. Também foram destacados o fator geracional e de mudanças culturais e sociais que marcam este fenômeno.

Dentre os diferentes temas abordados de forma bem objetiva (talvez por conta das limitações impostas pela canal no qual a entrevista foi realizada), o filósofo francês falou sobre a reivindicação dos brasileiros por transparência política e sobre a educação e a liberdade de expressão como garantias contra golpes totalitaristas que poderiam se aproveitar da situação.

Veja a entrevista completa: Pierre Lévy comenta os protestos no Brasil: ‘Uma consciência surgiu. Seus frutos virão a longo prazo’.

Já Manuel Castells fala no Fronteiras do Pensamento 2013 em São Paulo sobre as manifestações ao redor do mundo e levanta alguns pontos que podem ajudar a interpretar o fenômeno nesta cidade. Castells destaca a motivação emocional que ajuda na mobilização das pessoas, principalmente com relação a falta de sentimento, por parte dos cidadãos, de uma efetiva representatividade diante das entidades democráticas. O sociólogo também fala da retomada do espaço público associando a liberdade e a autogestão vivenciadas na internet aos centros urbanos. Estas são ideias presentes no seu novo livro “Redes de indignação e esperança”.

Leia a matéria “Manuel Castells analisa as manifestações em São Paulo” e assista ao vídeo:

Mônica Paz

Mônica Paz é doutora (2015) e mestre (2010) pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, na linha de pesquisa sobre Cibercultura, da FACOM/UFBA. Bacharel em Ciência da Computação pelo DCC/UFBA (2007). Entusiasta do movimento Software Livre, já colaborou em diversos eventos dessa comunidade e também com a Revista Espírito Livre.

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