Google planeja erradicar pornografia infantil na Internet

Foi anunciado através da assessoria do Google no dia 15 de junho, que a empresa está trabalhando em um novo banco de dados para compartilhamento de imagens, com o objetivo de remover conteúdos impróprios da rede. De acordo com Scott Rubin, porta-voz do Google, eles estão “criando um produto global em escala industrial para ajudar as empresas de tecnologia a encontrar estas imagens, onde quer que estejam”.

Porém, a falta de um padrão nestes conteúdos que são compartilhados na Internet pode dificultar esta remoção. Com isso, a empresa anunciou um fundo de dois milhões de dólares para que desenvolvedores de software criem ferramentas para combater a pornografia infantil na rede.

Em pesquisas realizadas recentemente, foi identificado que o Brasil é o quarto país que mais divulga conteúdos desta ordem. O aliciamento sexual contra crianças e adolescentes é algo grave, e a Internet se tornou um reflexo deste grande problema social. Atualmente, as autoridades e demais membros do Sistema de Garantia de Direitos buscam estratégias para impedir que crianças e adolescentes, seres em condição peculiar de desenvolvimento, sejam expostas a diferentes tipos de violações. Entretanto, se percebe uma fragilidade e falta de recursos neste sistema, que ainda não consegue contemplar os crimes que são cometidos na Internet. Com isso, é necessário refletir como a rede de proteção existente pode usufruir e combater efetivamente as violações dos direitos das crianças e adolescentes, a partir do surgimento destas novas tecnologias.

Bianca Orrico

É psicóloga, graduada pela Universidade Salvador. Atua na Safernet Brasil em um canal gratuito que oferece orientação para esclarecer dúvidas, ensinar formas seguras de uso da Internet e também orientar crianças e adolescentes e/ou seus próximos que vivenciaram situações de violência on-line. Tem experiência em acompanhamento de crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social. Realizou pesquisas sobre adolescentes, redes sociais e tribos urbanas.

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