Chamada: XII Seminário Internacional da Comunicação

O Seminário Internacional da Comunicação, atividade que ocorre a cada dois anos, tem por objetivo congregar a comunidade científica, no domínio da comunicação e das ciências humanas em busca de intercâmbio informativo e de reflexão partilhada. Desde o início desse mês, está com chamada para trabalhos aberta, com o final do prazo para o próximo dia 28. O Seminário é organizado PPGCOM da FAMECOS/PUCRS, e será realizado entre os dias 5 e 7 de novembro desse ano.

Nessa 12ª edição, o evento terá como tema Imaginário em Rede: Comunicação, Memória e Tecnologia, e contará com oito conferências, tendo como destaque a participação de dois pesquisadores importantes no estudo da cibercultura: Howard Rheingold e Pierre Lévy. Ainda, são treze grupos de trabalho para a submissão, que percorrem várias áreas do campo da comunicação. Abaixo, reproduzo o texto de abertura de Juremir Machado, intitulado O cérebro do futuro e o imaginário em rede.

Estamos chegando ao XII Seminário Internacional da Comunicação no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Famecos, na PUCRS. Desde 1997, trouxemos dezenas de pesquisadores e grandes intelectuais para debater, de Edgar Morin, Gilles Lipovestsky, Jean Baudrillard e Michel Maffesoli a Erick McLuhan, Régis Debray e Néstor García Canclini. Muitos dos mais importantes pesquisadores brasileiros da Comunicação também estiveram presentes. Neste ano, de 5 a 7 de novembro (http://www.pucrs.br/famecos/pos/seminariointernacional/), enfrentaremos um tema fascinante: o cérebro do futuro, a vida em rede, os efeitos das tecnologias em nosso imaginário, em nossas formas e capacidades de comunicação e até mesmo em nossa estrutura cerebral. O que muda? O que já está aí? O que ainda está por vir?

“Imaginário em rede: comunicação, memória e tecnologia” contará com um grande time nacional einternacional de palestrantes, do norte-americano Howard Rheingold (inventor do conceito de comunidade virtual) a Pierre Lévy (teórico da inteligência coletiva) passando pelos franceses Philippe Joron (imaginário e imposturas da mídia), Georges Bertin (redes e desafios do transcultural) e Denis Fleurdorge (representações do político), pelo italiano Vincenzo Susca (alegrias trágicas da vida eletrônica), pelo canadense Sébastien Charles (redes e transparência democrática), pelos brasileiros Lúcia Santaella (crescimento extra-somático do cérebro humano) e Roberto Almeida (cérebro e linguística) e pelo pesquisador do mundo Ivan Izquierdo (interações do cérebro com máquinas informáticas).

Como vamos pensar amanhã? Como vamos interagir com as máquinas? Como vamos fazer política? Uma democracia direta eletrônica vai tomar o lugar da representação com suas limitações e decepções? Ficaremos mais inteligentes e mais participativos ou apenas mais conectados e dependentes das máquinas? A revolução dos computadores ainda reserva muitas surpresas para nós? O nosso cérebro vai mudar? Chegaremos a possuir um cérebro artificial? A vida em rede está aí. Entramos na fase da chamada internet dos objetos. Tudo continua mudando muito rapidamente. Vamos passar três dias tentando parar o tempo para refletir sobre o que aconteceu nestas últimas décadas aceleradas.

Um encontro desses dá um trabalho do cão. Os professores Carlos Gerbase, Eduardo Pellanda, Juliana Tonin, Cristiane Freitas e Helena Stigger, da comissão organizadora, que o digam. Além das palestras, uma dúzia de Grupos de Trabalho possibilitará a estudantes, professores e pesquisadores a apresentação de textos e a discussão sobre o estado da arte da pesquisa em comunicação. Nesses momentos é que se vê a efervescência da vida acadêmica no Brasil de hoje. Há mais vida intelectual nas redes universitárias do que imaginam os críticos rasteiros e a mídia desconectada do mundo da pesquisa, das universidades. Vida, pulsação e descobertas. Em alguns assuntos, o mundo acadêmico está tão adiantado que os ignorantes vulgares chegam a considerá-lo atrasado, o que gera mais um delicioso paradoxo.

Howard Rheingold e Pierre Lévy farão um dueto à parte em nosso seminário na medida em que são dois pioneiros das reflexões sobre a internet. Ivan Izquierdo dará o tempero sul-americano ao evento. Talvez alguns ignorem, mas nosso cérebro não será mais o mesmo. Como ficará nossa memória nos próximos anos? É excitante. E inquietante.

Mais informações sobre o regulamento para o envio de trabalhos podem ser obtidas através do endereço: http://projetos.eusoufamecos.net/sic2013/regulamento/. Lembrando que as inscrições para quem não apresentará trabalhos estão abertas até o dia 28 de outubro.

Vitor Braga

Jornalista, professor da Universidade Federal de Sergipe e doutor em Comunicação pela Universidade Federal da Bahia.

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