Big Data – Dados, Informação e Conhecimento

A revista Havard Business Review Brasil (HBRBR) de Outubro de 2012 traz, como matéria de capa, o assunto Big Data. Antes de mais nada, é preciso entender o que esse termo significa:

”Big Data’ nada mais é do que uma alusão à recente explosão de dados digitais (fotos, vídeos, textos, cliques, likes etc.) que circulam na internet, o que nos remete a termos como petabytes, zetabytes, não mais como projeções do futuro. Essa massa de dados está na mira não só de pesquisadores de diferentes campos (comunicação, computação, sociologia, psicologia etc.), que podem extrair informações relevantes sobre comportamentos de indivíduos, grupos sociais etc., mas, também, de organizações interessadas em adquirir conhecimentos que permitam tomadas de decisões mais assertivas em suas estratégias.

Quais são os elementos básicos que constituem o Big Data? 

  1. Volume: Em 2012 (conforme a matéria da HBRBR), cerca de 2,5 exabytes de dados são criados todos os dias, número que dobra a cada quarenta meses. O volume de dados que circula hoje na internet é maior do que toda a informação armazenada na rede 20 anos atrás.
  2. Velocidade: a velocidade de geração de dados é ainda mais importante do que o volume. A informação em ‘tempo real’, ou quase, permites avaliar práticas realizadas na internet de maneira quase instantânea.
  3. Variedade: por fim, o Big Data inclui mensagens, atualizações e imagens/vídeos postados em sites de redes sociais, leituras de sensores RFIDs, QR Code, sinais de GPS de celulares etc. Ou seja, uma gama diferenciada de fontes geradoras de dados. Além disso, grande parte dessas fontes são recentes, vide sites como o Facebook (2004), Twitter (2006) ou dispositivos como iPhone (2008) e iPad (2010). Logo, bancos de dados estruturados que até bem pouco tempo guardavam o grosso das informações de empresas, por exemplo, são inadequados para armazenar e processar o Big Data.

A HBRBR também aborda 4 pontos fundamentais para levarmos em consideração ao pensar em Big Data dentro dos negócios. Segundo a revista, não é necessário um investimento inicial alto para usar o Big Data na geração de Inteligência de negócios (Business Intelligence).

a) Pegue uma divisão de negócios para ser campo de testes. Seu líder deve ser aberto ao uso de dados e ter o suporte de cientistas de dados;

b) Peça para todo o departamento importante ali dentro que identifique cinco oportunidades de negócios com base no Big Data. Só valem oportunidades que possar ser testadas dentro de cinco semanas por uma equipe de não mais de cinco pessoas.

c) Institua um processo de inovação que inclua quatro passos: experimentação, difusão e reprodução.

d) Tenha em mente a lei de Joy “a maioria dos melhores cérebros trabalha para outra pessoa”. COmpartilhe parte de seus dados e desafios analíticos com gente interessada na internet e ao redor do mundo.

Para ler essa matéria na íntegra, acesse: clique aqui

Marcel Ayres

Doutorando na linha de Cibercultura na Póscom - UFBA. Especialista em Marketing pela FGV. Pesquisador no Grupo de Pequisa em Interações, Tecnologias Digitais e Sociedade [Gits - UFBA]. Cofundador da agência COM Inteligência Digital.

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