62% dos adultos brasileiros já enviaram conteúdo íntimo pelo celular

Um estudo chamado “Amor, Relacionamentos e Tecnologia” mostra que o sexting é uma prática comum no Brasil. Para quem não conhece, o termo é usado para designar o envio ou recebimento de conteúdo íntimo por dispositivos móveis. Segundo pesquisa realizada pela McAfee, 62% dos adultos brasileiros já mandaram conteúdo íntimo para parceiros pelo celular e 17% já compartilharam fotos e vídeos com estranhos.

Com entrevistas realizadas com 500 brasileiros entre 18 e 54 anos de diferentes localizações e com divisão igualitária de gêneros, a pesquisa revela também que apesar da prática do sexting ser recorrente, o cuidado com segurança ainda é pequeno.  Quase metade dos casais (45%) compartilham as senhas e 49% dos entrevistados usam a mesma senha em diversos dispositivos. Tais informaçòes revelam uma fragilidade na proteção de informaçòes e dados.

“Com todas as histórias que ouvimos sobre fotos íntimas sendo vazadas, é difícil acreditar que as pessoas ainda estão compartilhando suas senhas”, diz Gary Davis, vice-presidente de negócios de consumo da McAfee. Segundo Davis, um dos melhores modos de prevenção de vazamentos é justamente o não-compartilhamento de senhas.

No entanto, a falta de cuidado pode ser entendida por outro dado do estudo: 91% das pessoas acreditam que o conteúdo privado compartilhado com o parceiro nunca será vazado (haja confiança). Além de senhas compartilhadas, 60% dos entrevistados compartilham conteúdo do celular e 63%, contas de e-mail. No entanto, 79%  dos entrevistados assumem que já olharam o celular do parceiro sem autorização para verificar o conteúdo armazenado.

Outro dado importante é que, apesar das mulheres serem as maiores vitimas do  “pornô de vingança”, os homens (79%) protegem mais os celulares com biometria, como impressão digital, face e voz, do que as mulheres (76%).

 

 

Lisi Barberino

É mestranda pelo Programa de Pós Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA, na linha de pesquisa em Cibercultura. Possui Bacharelado em Comunicação Social com habilitação em Produção em Comunicação e Cultura e atualmente pesquisa linchamento virtual em sites de redes sociais.

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